terça-feira, 4 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
TENTANDO OU COMO SER FIEL A SI MESMO
Sou um estudante de filosofia e como muitos em meu país tive uma infância pobre cheia de conflitos e uma educação precária. Como sempre tive vontade de conhecer além das coisas comuns pude ir além das coisas que me foram dadas. Claro que muitos problemas de ordem psicológicas me afetam comumente o que, de alguma forma, me impede de avançar enquanto ser possuidor de alma e espírito, ao mesmo tempo que estes mesmos problemas me torna um ser singular (ainda que problemático).
Academicamente me sinto ainda numa fase de "menoridade" mesmo que recentemente tenha conquistado o título de mestre, o que não me diz muito, mas paradoxalmente me deixa com um sentimento de "possibilidade". me sinto alíviado ultimamente, ainda sem saber muito o que planejar para os próximos dias, mas tenho um bom trabalho, que me da condições de vida digna, ainda que tenha que trabalhar um pouco mais que o desejado.
Enquanto novos projetos não se delineiam, tento suavizar a vida ao lado de meus ciganos-amigo-irmãos, que faz com que tudo faça sentido ou quase tudo, a minha maior conquista é esse povo doido que me "arrudeia" e me faz bem. a foto faz parte de um ensaio escandaloso que fizemos recentemente e que diz muito do que somos ou muito pouco(rsrsr).
Jadson.
Academicamente me sinto ainda numa fase de "menoridade" mesmo que recentemente tenha conquistado o título de mestre, o que não me diz muito, mas paradoxalmente me deixa com um sentimento de "possibilidade". me sinto alíviado ultimamente, ainda sem saber muito o que planejar para os próximos dias, mas tenho um bom trabalho, que me da condições de vida digna, ainda que tenha que trabalhar um pouco mais que o desejado.
Enquanto novos projetos não se delineiam, tento suavizar a vida ao lado de meus ciganos-amigo-irmãos, que faz com que tudo faça sentido ou quase tudo, a minha maior conquista é esse povo doido que me "arrudeia" e me faz bem. a foto faz parte de um ensaio escandaloso que fizemos recentemente e que diz muito do que somos ou muito pouco(rsrsr).
Jadson.
sábado, 25 de agosto de 2012
SOBRE CIGANOS E CINEMA BRASILEIRO
Depois de uma piada levada a
sério duas de minhas melhores amigas veem me visitar de supetão, enquanto eu ainda
tento me realocar aqui em Goiânia, próximo a passar pela primeira avaliação do
meu texto dissertativo e também de voltar em definitivo pra minha cidade quase natal!
Em meio a toda essa loucura que deixa a vida mais interessante tento voltar para
a organização de algumas atividades como reencaminhar o grupo de estudos sobre
filosofia do filme, e minhas leituras obrigatórias para a confecção do resto do
meu texto, em meio a isso tudo ainda preciso ver os filmes que me alimentam
enquanto ser vivo, pensante que existe e tem fome....
Depois de um bom debate com o
intelectual com quem divido a moradia, cheguei à conclusão que tanto eu quanto
ele merecia/precisava de mais cinema Brasileiro, de modo que escolhi um filme icônico
que não visto por ambos, a fim de exemplificar os nossos argumentos. O ASSALTO
AO TREM PAGADOR foi o escolhido e foi além de nossos anseios, de nossos
argumentos, foi um soco no estômago, fomos sentindo uma vergonha iminente a
cada segundo precioso desse verdadeiro manifesto contra a miséria e o
capitalismo, contra as representações de sociedade que poluem nosso imaginário,
contra a falsa ideia de um homem brasileiro, contra a falsa ideia que o Brasil
não tem cinema.
Sim senhor, o Brasil tem cinema e
como têm!
E sejam bem-vindas NINALCIRA E
PATRICIA!
Jadson.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
DA ARTE DE SE FAZER UM FILME COM UMA HISTORIA OBVIAMENTE CLICHÊ
Hoje recebi várias mensagens desesperantes de meus amigos mais íntimos.
Hoje eu comi macarrão e o dia, esses dias estão muito densamente tristes.
Hoje eu vi dois filmes.
Hoje não li nada ainda.
Hoje estou esperando um amigo.
Hoje tem que passar, POIS AMO!
J.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
O RESULTADO DE UM DIA EM QUE A PORNOGRAFIA E O ENCLAUSURAMENTO SE COINCIDIRAM
Todos que me conhecem, conhecem
também minha fobia por pesadelos e sonhos e coisas afins, mas vez ou outra eles
aparecem nas noites. E na madrugada passada tive um pesadelo estranho, o qual
não lembro por inteiro, mas tentarei resumir aqui:
Estávamos Tiaguinho e eu na casa
de meus avôs quando surgiu uma competição estranha, que não lembro o que era e
depois estávamos na rua, me parece que no centro de Goiânia, quando roubei
alguma coisa de sua mão e ele ficou puto da vida e decidiu fazer um programa
com um travesti, decidi segui eles até um motel. Entramos lá e não conseguíamos
sair, era uma prisão tinha muita gente lá, inclusive meus amigos Nina Sampaio E
Wesley PC, tentávamos de tudo e ainda éramos acuados por monstros o tempo todo!
Putz! Acordei muito assustado.
Antes tinha assistido ao filme francês
“ 17 fois Cécile Cassard” do excelente diretor Christophe Honoré que tinha me deixado encantado com a
história de uma mulher depressiva que vai paulatinamente encontrando o sorriso,
mas quando ela proclama a frase “eu amo
tudo em minha vida, inclusive o pior” que me derreto todo. Honoré é impressionante,
não é uma autoajuda fajuta, ele é catártico! É clínico! Percebi como sempre tem
alguém traumatizado e vai superando e arrastando as auguras necessárias do
viver para num momento resinificar a vida.
E hoje o dia passa e preciso
sobreviver a ele, mas uma vez!
J.
domingo, 19 de agosto de 2012
UMA SENSIBILIDADE NOVA
Meu corpo envelhece e com isso
perde sua antiga forma, os órgãos que já não são os mesmos aponta um amargo que
me escapa a boca, uma nova forma surge no exterior e uma nova sensibilidade
aflora intimamente, sinto como se o mundo reclamasse uma nova relação com a
natureza e consequentemente comigo mesmo, afinal não estou fora do mundo. Urge também
uma nova relação com o tu sensível do outro e do totalmente outro, em suma uma
nova estetização da vida.
O meu novo-velho corpo me obriga
à contenção, devo negar a expansão ilimitada de meu desejo em nome da sobrevivência.
É preciso calar e recuperar o meu ser perdido, olhar o futuro imediato com
novos olhos. Obedeci em partes a meu desejo por muito tempo, agora é preciso
recuperar o corpo, colocá-lo em sintonia com o meu desejo ou com o meu espírito (que paradoxalmente é mais que meu ser)
para reencontrar-me.
Devo encontrar um meio para que o
meu corpo não apague meu desejo e que meu desejo não apague o meu corpo, pois é
tempo do entardecer. É tempo de humildade....
Em meio ao conflito com meu corpo-espirito-desejo,
vejo um filme menor, previsível em suas conclusões dramáticas e conduzido de
forma pouco convencional, mais ainda assim bonito, um filme sobre a natureza,
sobre o ser jovem, sobre a sensibilidade do ser, razão e coração, sentir o
mundo, sentir o corpo e se embriagar do verde das árvores e do frio vento que
sopra, deixando que o desejo tome formas.... NO BOSQUE é um filme assim, sobre
impressões, sobre o deixar-se perder em meio à beleza extasiante da natureza e
por vezes permitir que os corpos humanos se toquem, foi importante recuperar a
reflexividade do meu eu mesmo....
Tenho problemas com filmes
experimentais, forçosamente experimentais, de modo que não sei se fiz
concessões demais com esse filme, mas ao fim acabei gostando muito dele, tinha
um frescor juvenil que alegrava meu coração, tinha natureza, tinha desejo,
tinha vida!
J.
domingo, 17 de junho de 2012
CINEMA, FILOSOFIA: UMA RETOMADA DO MEU EU IMPERTINENTE
Uma das coisas mais positivas na
minha passagem aqui pelo centro-oeste brasileiro, além da minha relação
promíscua com as duas maiores universidades dessa região, foi ter me
reconciliado com o cinema, calma, digo sobre o estudo acadêmico deste. Na verdade
a abordagem do cinema pela fria e distante filosofia, mesmo que ainda com discrição,
mas já apontando para algumas formulações que espero que sejam bem-vindas num
futuro próximo. Há muito era um projeto vivo em minhas pretensões acadêmicas,
essa tal relação sempre muito problemática e mal vista, mais essa pretensão foi
adormecendo dando lugar a outras preocupações.
Mas graças ao grupo de estudos Kinosophia que
opera meio que a contra-gosto e sem um programa definido foi tateando as
possibilidades de estudo do cinema pela viés filosófico e mostrando que é possível
sim fazer uma espécie de filosofia do filme ou filosofia do cinema. Em meio a
minha pesquisa totalmente diversa, que tem o foco em filosofia da religião (outra
coisa bem mal vista) encontrei tempo, oportunidade e o apoio de uma professora
de estética bacana, que além de estudar Walter Benjamin e a teoria do gosto e
da percepção, se envereda deliciosamente por essa vertente nova e que cuidadosamente
e ou carinhosamente estamos chamando de filosofia do filme, em meio a criação
do grupo dos deparamos com algumas teorias filosóficas que tratavam do cinema e
por uma (in)feliz coincidência um filósofo alemão, vinculado a teoria crítica
da escola de Frankfurt, chamado Josef Früchtl, ofereceu um curso sobre sua filosofia
do filme (presente em seu livro O EU IMPERTINENTE- uma história heroica da
modernidade) aqui na Universidade Federal de Goiânia-UFG, na verdade uma
interpretação filosófica e cultural sobre a representação no cinema da figura
do herói. A princípio pareceu muito estranho, mas com a leitura e a recente
confecção de um artigo sobre o tema clareou-se muitas coisas e sobre tudo o
método utilizado pelo filosofo da 3° geração da escola de Frankfurt. O tal
artigo trata dos pressupostos do filósofo que passeia referencialmente por
Hegel e Freud e diversos interpretes da modernidade filosófica e que tem como
maior problema a ideia ou o conceito de EU ou do SUJEITO e sua fratura, e de
como esse EU tornou-se impertinente, como bem afirmou Adorno em sua Minima
Moralia e ainda tendo como base hermenêutica o Western Rastros de Ódio que
segundo ele, é a perfeita e multifacetada representação desta: HISTÓRIA HERÓICA
DA MODERNIDADE.
Bem o artigo será publicado em
breve numa revista eletrônica chamada Inquietude, vinculada ao curso de
graduação em filosofia da UFG.
E Eu retorno em breve a minha
terra, a meu pequeno, querido e frutífero Aracaju, mas ainda não terminei minha
aventura por essas terras, a muito a desbravar como um errante em busca deste interior
fraturado....
J.
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